Fluoroquinolonas: Otimização de um método cromatográfico e avaliação ecotoxicológica em Daphnia magna
DOI:
https://doi.org/10.51126/v41xj412Palavras-chave:
Ecotoxicidade; contaminantes ambientais; métodos enantioseletivos; fluoroquinolas, cromatografiaResumo
Introdução: As fluoroquinolonas (FQs) como a ofloxacina (OFL) são antibióticos utilizados na medicina humana e na veterinária, tanto em contextos profiláticos como terapêuticos. Devido ao elevado consumo e excreção parcial na forma não metabolizada, persistem no meio aquático, sendo frequentemente detetados em águas superficiais e subterrâneas, em baixas concentrações. Como apresentam baixa remoção nas estações de tratamento de águas residuais e elevada resistência à degradação são consideradas contaminantes emergentes. Esta ocorrência generalizada suscita preocupações relevantes por favorecer a resistência antimicrobiana e causar efeitos ecotoxicológicos em organismos aquáticos, afetando os ecossistemas e indiretamente a saúde humana. Objetivos: Este estudo teve como objetivo desenvolver procedimentos de preparação de amostras por extração em fase sólida (SPE) e um método enantiosseletivos por cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC) com deteção por fluorescência para à análise da ofloxacina (OFL). Paralelamente, avaliou-se o impacto subcrónico da OFL em Daphnia magna, considerando comportamento natatório e parâmetros morfofisiológicos. Material e Métodos: Foram testados cartuchos HLB e MAX, e diferentes fases móveis, para otimizar a separação cromatográfica da OFL numa coluna quiral Lux® 3 μm Cellulose-2, utilizando uma mistura de metanol e água como fase móvel. Para a avaliação ecotoxicológica, neonatos (<24 h) foram expostos a 1,0 e 100 µg L⁻¹ de OFL durante 9 dias (5 réplicas por concentração e um controlo, com 20 organismos). No 9º dia, foram determinados parâmetros de natação e morfofisiológicos. Resultados: O cartucho MAX apresentou a melhor recuperação, 60% da OFL comparativamente com 40% obtidos com o cartucho HLB. As condições analíticas otimizadas consistiram numa coluna quiral utilizando como fase móvel a mistura metanol/água. Nos ensaios ecotoxicológicos não se observaram alterações significativas na distância percorrida nem nos parâmetros cardíacos. Contudo, a concentração mais elevada de OFL reduziu significativamente a velocidade e a atividade de natação, enquanto o tamanho corporal diminuiu em ambas as concentrações testadas. Conclusões: Os resultados sugerem que a OFL pode afetar o comportamento e a morfologia da Daphnia magna, mesmo em baixas concentrações, destacando a importância da monitorização ambiental. Estudos adicionais estão em curso para compreender melhor os mecanismos de toxicidade envolvidos.
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