Fatores de Risco e Proteção da Ansiedade e Depressão em Doentes com Degenerescência Macular da Idade e Retinopatia Diabética em Tratamento com Injeções Intra-vítreas
DOI:
https://doi.org/10.51126/a8emvr07Palavras-chave:
Ansiedade, Depressão, Degenerescência Macular da Idade, Retinopatia Diabética, Injeções intra-vítreas, Qualidade de vida, Suporte social, FlourishingResumo
Introdução: A Degenerescência Macular da Idade (DMI) e a Retinopatia Diabética (RD) são patologias oculares crónicas e progressivas que afetam significativamente a acuidade visual e requerem tratamentos invasivos recorrentes, como as injeções intra- vítreas de anti-VEGF. Estes fatores podem contribuir para o desenvolvimento de patologia ansiosa e/ou depressiva, afetando também a adesão terapêutica e a qualidade de vida. Objetivos: Identificar fatores sociodemográficos, clínicos e psicológicos associados à Ansiedade e à Depressão em doentes com DMI exsudativa ou RD/Edema Macular Diabético. Metodologia: A amostra, deste estudo transversal, incluiu 134 adultos acompanhados em duas unidades hospitalares de Lisboa. A sintomatologia ansiosa e depressiva foi avaliada com a Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS). A avaliação de fatores psicológicos incluiu o VFQ-25 (qualidade de vida relacionada com a visão), o Questionário de Flourishing de Diener e a Escala Multidimensional de Suporte Social Percebido. Variáveis clínicas como o número de injeções, acuidade visual (ETDRS) e espessura central da retina foram também consideradas. Resultados: Os participantes tinham entre 62 e 93 anos, sendo maioritariamente do sexo feminino (59,7%), com maior prevalência da DMI exsudativa (73,7%). A comparação entre doentes com depressão clínica (15,7%) e os restantes revelou níveis significativamente mais baixos de suporte social e de flourishing. No caso da ansiedade clínica (12,7%), apenas a idade apresentou diferenças significativas, sendo mais baixa (M=72 anos) no grupo com níveis de ansiedade mais elevados. Conclusões: Os resultados sublinham a importância da intervenção precoce em doentes com maior risco psicológico, particularmente os menos idosos e com menor suporte social. A promoção do flourishing surge como um fator protetor relevante a integrar nas estratégias de acompanhamento psicológico de pessoas com DMI e RD, para a prevenção e confronto adaptativo da ansiedade e da depressão.
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