Implementação de Pulseiras Identificadoras para Crianças com Osteogênese Imperfeita: Estratégia de Segurança Hospitalar
DOI:
https://doi.org/10.51126/r0y9c028Palavras-chave:
Osteogênese Imperfeita, Segurança do Paciente, Pediatria, Identificação Hospitalar, Cuidados MultiprofissionaisResumo
Introdução: A Osteogênese Imperfeita (OI) é uma doença genética rara resultante da deficiência na produção de colágeno tipo I, tornando os ossos extremamente frágeis e suscetíveis a fraturas. Em pacientes pediátricos, a complexidade do manejo clínico exige protocolos específicos para minimizar riscos e garantir a segurança durante a hospitalização. Diante desse contexto, torna-se fundamental a adoção de estratégias que reforcem a identificação e proteção desses indivíduos no ambiente hospitalar. Objetivo: A implementação de pulseiras identificadoras amarelas em pacientes pediátricos com OI no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), visando alertar a equipe multiprofissional sobre a fragilidade óssea desses pacientes, minimizar o risco de fraturas hospitalares por meio de medidas preventivas e aprimorar protocolos internos de segurança. Metodologia: Este estudo, originado da pesquisa de mestrado realizada no INTO, contou com a participação de enfermeiros e técnicos de enfermagem do setor de pediatria. Foram conduzidas Rodas de Conversa com 28 profissionais da equipe que compartilharam perceções sobre o cuidado da criança com OI, surgindo o desdobramento da importância da sinalização hospitalar desses pacientes. A proposta foi fundamentada em diretrizes nacionais e internacionais de segurança do paciente. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Federal Fluminense (UFF) e pelo CEP do INTO sob o número CAEE 83010824.6.3001.5273. Resultados: A investigação revelou que crianças com OI mantêm demanda contínua por internação, independentemente de períodos de restrição sanitária, evidenciando que as fraturas podem ocorrer em situações cotidianas da vida desses pacientes. A análise das discussões entre os profissionais de saúde demonstrou a necessidade de uma sinalização clara desses pacientes para mitigar os riscos aos quais estão expostos. A proposta de baixo custo também pode ser aplicável a outras condições que envolvem fragilidade óssea, como osteoporose juvenil e em idosos, fortalecendo a cultura de segurança hospitalar no contexto de patologias ortopédicas. Conclusões: A adoção da pulseira identificadora amarela representa uma estratégia para a segurança dos pacientes pediátricos com OI no INTO. Sua implementação pode contribuir para a prevenção de fraturas hospitalares, aprimorando protocolos internos ao fortalecer a cultura institucional de segurança e prevenção.
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