Estratégias de Enfermagem Não Farmacológicas no Alívio da Dor Crónica: Revisão de Escopo da Evidência Atual
DOI:
https://doi.org/10.51126/7n5pm659Palavras-chave:
Enfermagem, Dor Crónica, Intervenções Não Farmacológicas, Revisão de EscopoResumo
Introdução: A dor crónica assume uma grande prevalência na população mundial. É uma condição complexa e multifatorial, que compromete não apenas o bem-estar físico, mas também emocional, social e funcional da pessoa. Uma abordagem centrada na pessoa e sustentada num modelo biopsicossocial exige estratégias integradas, onde se incluem as intervenções de enfermagem não farmacológicas, fundamentais na gestão individualizada da dor crónica. Objetivos: Mapear a evidência científica disponível sobre estratégias de enfermagem não farmacológicas no controlo da dor crónica. Metodologia: Foi realizada uma revisão de escopo segundo a metodologia do Instituto Joanna Briggs e a checklist PRISMA-ScR. A questão de investigação foi estruturada em formato PCC, com população: pessoa ≥19 anos com dor crónica; conceito: intervenções de enfermagem não farmacológicas e em contexto hospitalar, ambulatório e cuidados de longa duração. A pesquisa decorreu entre janeiro de 2019 e maio de 2025, abrangendo bases como PubMed, CINAHL, Scopus, Web of Science e Google Schoolar. Resultados: Dos 17 artigos selecionados, foram identificados cinco domínios principais de intervenção: terapias complementares (yoga, tai chi e acupuntura), terapia cognitivo- comportamental (mindfulness), terapias restaurativas (massagem, manipulação), exercício terapêutico e reabilitação multidisciplinar. Estas estratégias revelaram ganhos na redução da dor, melhoria da capacidade funcional e autocuidado. Conclusões: As intervenções não farmacológicas lideradas por enfermeiros constituem uma abordagem segura, eficaz e centrada na pessoa para o controlo da dor crónica. A sua integração sistemática nos cuidados de saúde requer formação contínua, reconhecimento institucional e suporte organizacional, valorizando a prática baseada na evidência e o empoderamento da pessoa com dor crónica.
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